O Partido Socialista de Cascais deverá abandonar, esta noite, a Assembleia Municipal durante a aprovação do Orçamento e das Grandes Opções do Plano para 2009. Segundo apurou o CORREIO DE CASCAIS, junto de uma fonte próxima do PS, esta posição relaciona-se com o facto de os socialistas terem recebido os documentos, que vão ser hoje discutidos, apenas na última sexta-feira. Humberto Pacheco, vereador socialista na Câmara, tomou a mesma posição durante a aprovação do Orçamento e das Grandes Opções do Plano. A reunião de executivo realizou numa terça-feira, mas segundo a mesma fonte, "o vereador apenas recebeu os documentos no dia anterior", afirma.A Assembleia Municipal de Cascais reúne pelas 20h30, no auditório do Centro Cultural de Cascais. Na ordem de trabalhos, destaque também para a proposta de alteração do regulamento do Prémio do Mar Rei D. Carlos e regulamento de funcionamento da rede de lojas Geração C.
ORÇAMENTO MARCADO PELO AUMENTO DE INVESTIMENTO E PELA CRISE ECONÓMICA
O orçamento para 2009, no valor de 234,2 milhões de euros, supera o orçamento do ano transacto em cerca de 40 milhões de euros. Por sua vez, as Grandes Opções do Plano (GOP) aprovadas, permitem implementar o projecto no valor de 174,2 milhões de euros em que o investimento representa 78 milhões, ou seja 33,2% do total e os recursos humanos representam 34,8 milhões euros.
O presidente da Câmara Municipal, António Capucho, considera que “este aumento do valor do plano de actividades é uma consequência dos bons resultados obtidos na execução do orçamento de 2008 e de uma política de rigor e contenção consubstanciada num controlo da despesa com pessoal e na continuada redução de despesas gerais e administrativas do município”, sublinha.
A autarquia estabeleceu como prioridade o desenvolvimento sustentado do concelho, dando “continuidade aos diversos programas que vêem sendo promovidos pela Câmara Municipal, designadamente no âmbito da educação, Cultura, Acção Social e Ambiente”.
A actual crise económica também não é esquecida pela Câmara, que afirma não ter esperado “pelo orçamento de 2009 para se preparar e começar a intervir para prevenir possíveis situações de emergência social decorrentes de um contexto de crise que, pelo menos desde o Verão, se adivinhava”. A autarquia afirma também que este orçamento prevê “situações imprevistas de emergência social, num contexto ainda pautado pela incerteza relativamente a todas as consequências de uma crise que sabemos agora ser durável e de impacto significativo”.